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>> MENSAGENS DE LUZ >> CAMILO CâNDIDO BOTELHO
 
Onze Tópicos

1 - É o homem um composto de tríplice natureza: - humana, astral e espiritual, isto


é - matéria, fluido e essência. Esse composto poderá também ser traduzido em expressão


mais concreta e popular, assimilável ao primeiro grau de observação: - corpo carnal,


corpo fluídico ou perispírito, e alma ou Espírito, sendo que do último é que se irradiam


Vida, Inteligência, Sentimento, etc., etc. - centelha onde se verifica a essência divina e


que no homem assinala a hereditariedade celeste! Desses três corpos, o primeiro é


temporário, obedecendo apenas à necessidade das circunstâncias inalienáveis que


contornam o seu possuidor, fadado à desorganização total por sua própria natureza putrescível, oriunda do limo primitivo: - é o de carne. O segundo é imortal e tende a


progredir, desenvolver-se, aperfeiçoar-se através dos trabalhos incessantes nas lutas dos


milênios: - é o fluídico; ao passo que o Espírito, eterno como a Origem da qual provém,


luz imperecível que tende a rebrilhar sempre mais aformoseada até retratar em grau


relativo o Fulgor Supremo que lhe forneceu a Vida, para glória do seu mesmo Criador - é


a essência divina, imagem e semelhança - (que o será um dia) - do Todo-Poderoso Deus!


2 - Vivendo na Terra, esse ser inteligente, que deverá evolver pela Eternidade,


denomina-se Homem! sendo, portanto, o homem um Espírito encarcerado num corpo de


carne ou encarnado.


3 - Um Espírito volta várias vezes a tomar novo corpo carnal sobre a Terra, nasce


várias vezes a fim de tornar a conviver nas sociedades terrenas, como Homem,


exatamente como este é levado a trocar de roupa muitas vezes...


4 - O suicida é um Espírito criminoso, falido nos compromissos que tinha para com


as Leis sábias, justas e imutáveis estabelecidas pelo Criador, e que se vê obrigado a


repetir a experiência na Terra, tomando corpo novo, uma vez que destruiu aquele que a


Lei lhe confiara para instrumento de auxílio na conquista do próprio aperfeiçoamento -


depósito sagrado que ele antes deveria estimar e respeitar do que destruir, visto que lhe


não assistiam direitos de faltar aos grandes compromissos da vida planetária, tomados


antes do nascimento em presença da própria consciência e ante a Paternidade Divina,


que lhe fornecera Vida e meios para tanto.


5 - O Espírito de um suicida voltará a novo corpo terreno em condições muito


penosas de sofrimento, agravadas pelas resultantes do grande desequilíbrio que o


desesperado gesto provocou no seu corpo astral, isto é, no perispírito.


6 - A volta de um suicida a um novo corpo carnal é a lei. É lei inevitável,


irrevogável! É expiação irremediável, à qual terá de se submeter voluntariamente ou não,


porque a seu próprio benefício outro recurso não haverá senão a repetição do programa


terreno que deixou de executar.


7- Sucumbindo ao suicídio o homem rejeita e destrói ensejo sagrado; facultado por


lei, para a conquista de situações honrosas e dignificantes para a própria consciência,


pois os sofrimentos, quando heroicamente suportados, dominados pela vontade soberana


de vencer, são como esponja mágica a expungir da consciência culposa a caligem


infamante, muitas vezes, de um passado criminoso, em anteriores etapas terrenas. Mas,


se, em vez do heroísmo salvador, preferir o homem a fuga às labutas promissoras,


valendo-se de um auto-atentado que bem revelará a vasa de inferioridade que lhe


infelicita o caráter, retardará o momento almejado para a satisfação dos mais caros


desejos, visto que jamais se poderá destruir porque a fonte de sua Vida reside em seu


Espírito e este é indestrutível e eterno como o Foco Sagrado de que descendeu!


8 - Na Espiritualidade raramente o suicida permanecerá durante muito tempo.


Descerá à reencarnação prestamente, tal seja o acervo das danosas conseqüências


acarretadas; ou adiará o cumprimento daquela inalienável necessidade caso as


circunstâncias atenuantes forneçam capacidade para o ingresso em cursos de


aprendizado edificante, que facilitarão as pelejas futuras a prol de sua mesma


reabilitação.


9 - O suicida é como que um clandestino da Espiritualidade. As leis que regulam a


harmonia do mundo invisível são contrariadas com sua presença em seus páramos antes da época determinada e legal; e tolerados são e amparados e convenientemente


encaminhados porque a excelência das mesmas, derramada do seio amoroso do Pai


Altíssimo, estabeleceu que a todos os pecadores sejam incessantemente renovadas as


oportunidades de corrigenda e reabilitação!


10 - Renascendo em novo corpo carnal, remontará o suicida à programação de


trabalhos e prélios diversos aos quais imaginou erradamente poder escapar pelos atalhos


do suicídio; experimentará novamente tarefas, provações semelhantes ou absolutamente


idênticas às que pretendera arredar; passará inevitavelmente pela tentação do mesmo


suicídio, porque ele mesmo se colocou nessa difícil circunstância carreando para a


reencarnação expiatória as amargas seqüências do passado delituoso! A tal tentação,


porém, poderá resistir, visto que na Espiritualidade foi devidamente esclarecido,


preparado para essa resistência. Se contudo vier a falir por uma segunda vez - o que será


improvável -, multiplicar-se-á sua responsabilidade, multiplicando-se, por isso mesmo,


desastrosamente, as séries de sofrimentos e pelejas reabilitadoras, visto que é imortal!


11 - O estado indefinível, de angústia inconsolável, de inquietação aflitiva e


tristeza e insatisfações permanentes; as situações anormais que se decalcam e sucedem


na alma, na mente e na vida de um suicida reencarnado, indescritíveis à compreensão


humana e só assimiláveis por ele mesmo, somente lhe permitirão o retorno à normalidade


ao findar das causas que as provocaram, após existências expiatórias, testemunhos


severos onde seus valores morais serão duramente comprovados, acompanhando-se de


lágrimas ininterruptas, realizações nobilitantes, renúncias dolorosas de que se não poderá


isentar... podendo tão dificultoso labor dele exigir a perseverança de um século de lutas,


de dois séculos... talvez mais... tais sejam o grau dos próprios deméritos e as disposições


para as refregas justas e inalienáveis!




Autor: Camilo Cândido Botelho
Psicografia de Yvonne A. Pereira. Livro: Memórias de um Suicida
HISTÓRICO DE MENSAGENS DE CAMILO CâNDIDO BOTELHO
01/09/2014 - Suicídio Nunca!

01/09/2014 - Onze Tópicos




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